A
internet, além de ser uma ferramenta poderosa de pesquisa e conhecimento, que claro muitas vezes quando usada de forma errada acaba sendo nada menos que uma fonte de absurdos e incertezas, enfim, além de ser tudo isso, agora também tem o poder de transformar mortais internautas em salvadores da humanidade. Foi-se o tempo dos caras pintadas, dos protestos de rua, dos debates acalorados nas assembléias onde se definiam os rumos da historia. Onde as pessoas demonstravam sua indignação ou aprovação em relação aos fatos diários da sociedade em que viviam. Hoje se quisermos protestar, curtimos. Se quisermos demonstrar nosso descontentamento, curtimos. Conseguimos acabar em milésimos de segundos com a reputação de uma pessoa apenas porque alguns milhares curtiram, sem conhecimento de causa, mas curtiram. Sem a versão dos fatos, apenas boatos. Azar, curti. Não gostei? Curti também. Somos todos salvadores da humanidade. Juízes dos nossos semelhantes. Detentores do poder superior de acusar, julgar e condenar pessoas que nem conhecemos de fato apenas com um clique. Porque curtir é mais fácil. Porque curtir não dá trabalho. Para curtir não precisamos sair da cadeira, da cama nem de nossas confortáveis casas. Não corremos o risco de repressão, nem punição. O poder supremo de mudar o rumo da historia com apenas um gesto. A internet tem suas vantagens. Trouxe muito conhecimento, para quem sabe onde procurar, mas está se tornando uma fonte de alienação para aqueles que têm preguiça de pensar, e acham mais fácil acreditar na opinião, desinformada, de algumas centenas de pessoas que compactuam da mesma ilusão virtual de que com um clique estão realmente fazendo algo pela sociedade.
Curti.
Plágio é Crime! Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. A pena para quem for pego vai de três meses a um ano de prisão ou multa por apropriação indevida de textos.
“Porto Alegre registrou cerca de 24 mil acidentes em 2011, número 9,1% menor do que o total de 2010. Os dados foram anunciados na manhã desta terça (3), durante a apresentação do balanço do trânsito da capital gaúcha em 2011, elaborado pela Empresa Pública de Transporte Urbano (EPTC), órgão da Prefeitura Municipal responsável pela mobilidade urbana.” Fonte: G1
Coincidência ou não, no dia seguinte à divulgação do balanço acima a escritora Martha Medeiros publica a excelente crônica que seria uma missão impossível não transcrever aqui, pois reforça a importância de refletirmos sobre o assunto, como forma de reduzir ainda mais em 2012 os números apresentados.
Missão Impossível
Martha Medeiros
ZERO HORA
04/01/12
No mais novo e divertido filme da série Missão Impossível, Tom Cruise costura, chuleia e prega botão no trânsito de Dubai. Faz ultrapassagens miraculosas, tira finos, quase atropela uma cáfila de camelos, detona com um Jaguar e sai ileso feito o Papa-Léguas. A plateia delira: eis um valente super-herói.
Aí o filme termina, as luzes se acendem e cada um volta pra sua vidinha sem efeito especial, em seu carro meia-boca e sabendo-se longe de ser um ás em qualquer coisa. Somos homens e mulheres comuns, nem tão belos e com uma profissão pouco empolgante. O que poderíamos ter de semelhante com um personagem tão incrivelmente cartunesco? Ora, ora, também podemos ter inimigos! Então, elegemos os outros motoristas como nossos opositores e assim transformamos a vidinha modorrenta num videogame.
Assim perdura nosso complexo de vira-lata. Quanto mais o cara acelera, faz ultrapassagens arriscadas e tem pressa em chegar antes que o motorista de trás, mais ele atesta sua infantilidade, sua inferioridade e seu despreparo para uma vida consciente e adulta. São babacas que possuem uma visão completamente deturpada de si mesmos. Contraditórios, eles se orgulham por beber, por não usar cinto e por dirigir agressivamente, sem se dar conta de que estão demonstrando o quanto são de segunda categoria.
O que importa é conhecer os truques para voar pelas estradas, sair sem um arranhão e ainda seduzir a garota mais bonita – que é outra babaca se aguenta tudo isso quieta.
Nossas estradas não são o bicho, a sinalização é deficiente, mas nada é de pior qualidade que nossos motoristas. São homens (e algumas mulheres também) impotentes para avançar em suas profissões, impotentes para ultrapassar a concorrência com uma ideia mais criativa, impotentes para conquistar o respeito da sua turma, impotentes para educar os filhos com responsabilidade, e por isso recorrem a malabarismos e palhaçadas no asfalto.
Usam o carro como um meio de transporte não de um lugar para o outro, mas de um status para o outro – só que são promovidos a delinquentes, não a agentes secretos.
Para eles, inimigos são os que obedecem às leis, os que têm cautela quando chove, os que reduzem em curvas perigosas e “atrapalham” os velozes. Será missão impossível reajustar esse foco? A guerra no trânsito só terá menos vítimas quando motoristas imaturos tiverem amor próprio suficiente para não precisarem se exibir. Ninguém se torna mais admirável por chegar primeiro, por arriscar a vida e protagonizar cenas dignas de um filme de ação.
Esses continuarão menores que Tom Cruise (que já é pequeno) e sendo meros figurantes de uma viagem que exige bravura, sim, mas de outro tipo. A bravura de proteger sua família, de não enxergar os outros como rivais e de ter habilidade para dirigir a própria vida – que exige bem mais que um volante e um acelerador: exige cérebro.
Meninos de 18 anos, meninos de 42, meninos de 67: dirijam com prudência se forem homens.
Uma boa escolha requer sabedoria, responsabilidade e capacidade de conviver com o resultado. Escolhemos bem quando assumimos que, seja qual for o caminho que devemos traçar, este caminho poderá ser fácil ou difícil e terá conseqüências.
Quando escolhemos enxergamos apenas o beneficio que isso nos traz. Usamos critérios e parâmetros corretos pelo nosso ponto de vista. Queremos acreditar que estamos agindo certo. Todas as nossas escolhas são boas, pois naquele momento era a melhor solução. Precisamos que o tempo nos diga se foi a decisão acertada. Muitas vezes descobrimos que não. É quando precisamos da responsabilidade e capacidade de conviver com o resultado negativo, talvez até prejudicial à outra pessoa. Nossos parâmetros pareciam acertados, pois quando fazemos escolhas visamos sempre o acerto.
Fazer escolhas faz parte do crescimento, do amadurecimento diário pelo qual temos que passar como pessoas. Escolher não é fácil, é optar por um caminho que na maioria das vezes não tem volta. É ter que diariamente rever critérios e mudar conceitos, pois não podemos voltar atrás, mas podemos fazer diferente da próxima vez.
Atenção: Plágio é Crime – Lei nº 9.610/98 – Lei de Direitos Autorais
Obrigada pelo seu carinho, pelo seu cuidado, pela sua atenção…
Obrigada por estar sempre ao meu lado e em todas as horas…
Obrigada por entender minhas questões e me aceitar como sou…
Obrigada por vivermos momentos tão cheios de alegria…
Obrigada por estar em minha vida preenchendo cada momento dela com seu amor e sua presença…
Obrigada por você ser essa pessoa tão única e especial que eu tive a sorte de encontrar…E obrigada também pelo obrigada. O outro. De nada.
A Câmara dos Deputados decidiu hoje por 410 votos a favor e apenas 63 contra, as mudanças no Código Florestal brasileiro que comprometem a biodiversidade do país e a sustentabilidade da agricultura brasileira. A Presidente Dilma Roussef prometeu, durante a campanha eleitoral no ano passado, que vetaria qualquer legislação que implicasse em aumento do desmatamento ou anistia a desmatadores. Também assegurou que não recuaria do compromisso assumido pelo seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80%. E agora? Ah, para virar lei o texto votado na Câmara ainda precisa passar pelo Senado. Fonte: Greenpeace.org
Ninguém muda uma cultura de um dia para o outro. As pessoas não conseguirão convencer a sociedade a aceitar relações homossexuais tentando enfiar goela abaixo opinião contrária. Comportamento que há séculos é visto com maus olhos não será bem aceito hoje só porque varias mulheres se beijaram em praça pública. Isso só gera desprezo e acaba com a credibilidade de movimentos sérios. Mudança de paradigma requer tempo e conscientização, é algo que caminha a passos lentos, como um bebe que deve amadurecer. Nossos tribunais já têm mostrado muitos avanços, e existem outras formas de fazermos a sociedade entender que precisamos caminhar neste sentido. A mudança de uma maneira de pensar, por outra, é uma revolução, uma transformação, uma espécie de metamorfose. Tem que ser espontânea, e isso leva tempo.
As pessoas confundem liberdade de expressão com provocação. Não é preciso baixar o nível para reivindicar direitos. Uma passeata promovendo o uso da maconha terminou em pancadaria, pois ocorreu desobedecendo a determinação judicial. Não sou a favor nem contra ao uso, cada um faz da sua vida o que bem quer, mas acho realmente desnecessária uma manifestação acontecer sendo que já foi proibida. Seria confusão na certa. Isso é provocação. As pessoas têm que se reunir para debater a questão seriamente, criar espaços onde indivíduos e instituições interessadas em debater a questão possam se articular e dialogar. Estimular reformas nas Leis e Políticas Públicas sobre a maconha e seus diversos usos, e não sair provocando o Estado, achando que vai ganhar tudo na base da pancada. Liberdade de expressão é outra coisa.

