Arquivo para a ‘Achados’ Categoria


“Se aquela estrela
Velar por nós
Será que escuta
minha voz?
E me ajuda
atravessar
a noite escura
que vai passar…
Pode estar escrito
em algum lugar
Ou a gente escreve
ao caminhar
Onde estiver
olhe para o céu
Essa estrela vai guiar
onde você for
Seja o que for
tiver que ser
Olhe para o céu
para agradecer
Pode estar escrito
em algum lugar
Ou a gente escreve
ao caminhar
Pode estar escrito
em algum lugar
Ou a gente escreve
ao caminhar”

Letra: Bruna Lombardi
Cantada por: Maria Bethânia

    “Sonho. Não sei quem sou neste momento.
    Durmo sentindo-me. Na hora calma
    Meu pensamento esquece o pensamento,
    Minha alma não tem alma.

    Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
    Parece que erro. Sinto que não sei.
    Nada quero nem tenho nem recordo.

    Não tenho ser nem lei.

    Lapso da consciência entre ilusões,
    Fantasmas me limitam e me contêm.
    Dorme insciente de alheios corações,
    Coração de ninguém.”

    Fernando Pessoa, 6-1-1923


“Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir…

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada…

Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta…
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva…”

(Arnaldo Antunes)

Iberê Camargo

Não entendo pessoas que não gostam de animais, que maltratam, que repelem, deve ser algum problema de afeto, ou falta dele, algo psicologicamente explicável se for feita uma análise mais profunda, enfim. Recebo por e-mail o Informativo da Fundação Iberê Camargo e adorei  a matéria sobre o gato Martim, inspiração para algumas telas. Sendo Iberê um artista era de esperar tamanha sensibilidade, mas como ele tem cara de mau, fiquei surpresa. Surpresa boa. Gostei!

“Ao longo de sua vida, Iberê Camargo teve diversos gatos, mas Martim foi aquele ao qual ele mais se afeiçoou. Desde pequeno, estava presente em quase todos os momentos da rotina do artista, que chegou a trabalhar com o gato guardado no bolso da frente de sua camisa. Depois, quando atingiu o tamanho adulto, serviu de modelo para diversos desenhos e também para algumas pinturas, como o óleo sobre tela Personagens, de 1983. Além disso, foi fonte de inspiração para a obra Fantasmagoria VI (Sonho de Martim), na qual Iberê criou uma imagem onírica simulando o ponto de vista do gato. O carinho do artista pelo animal de estimação também rendeu alguns episódios curiosos, como na vez em que Martim se envolveu em uma confusão com cachorros de rua. Como ele voltou para casa com ferimentos graves, Iberê teve a idéia de criar uma armadura de aço para protegê-lo, e chegou a rabiscar alguns esboços para esta invenção – que, por questões de viabilidade, nunca foi executada. Outro fato inusitado: na hora do jantar, o gato costumava sentar-se à mesa, na cadeira que ficava ao lado de Iberê. Ali, comia peixe com óleo de oliva, que lhe era servido em um jogo americano de plástico, e só saía dali quando seu dono terminava de comer. O gato Martim viveu cerca de 20 anos, e faleceu em 1995 – menos de um ano após a morte de Iberê.”  Fonte: Fundação Iberê Camargo

Mário Quintana

Fragmentos de Quintana que ganhei de presente…

“O problema da solidão não consiste em saber como solucioná-la, mas saber como conservá-la.”

“Há noites em que não posso dormir de remorsos por tudo o que deixei de cometer.”

“O que mais temo não é o Sono Eterno, mas a possibilidade de uma insônia eterna.”

“O pior da segunda-feira é que a gente sempre chega atrasado: “Meu Deus! como é que eu fui perder a primeira feira?!”


E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!…

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão…

(Gonzaguinha)

Às vezes estamos com tanta pressa, ou tão fechados em nossos pensamentos que não reparamos nas coisas à nossa volta. Não saberia dizer ao certo o nome dos monumentos mais conhecidos, dizer quem são ou o que fizeram pela minha cidade. Muitas vezes temos apenas preguiça de olhar com qualquer olhar curioso e se perguntar o que uma coisa significa. Seja um prédio, uma estátua, uma placa comemorativa. Provavelmente esta estátua da Lituânia passasse despercebida aqui também, ou talvez passe lá, onde ela “vive”. Um artista encontrou uma forma de não deixar isso acontecer. Durante o dia é apenas mais uma estátua, mas quando a noite chega tudo faz sentido e o “Semeador” mostra o porquê está ali. Na verdade o detalhe das estrelas é obra de um artista gráfico, que apenas grafitou no muro logo atrás o detalhe que fez toda a diferença. Bem legal. Mais trabalhos deste cara criativo no blog dele http://morfai.blogspot.com/